Dois médicos denunciaram terem sido ameaçados enquanto atendiam uma gestante na manhã deste sábado (4), no Hospital Municipal de Ji-Paraná. A Polícia Militar foi acionada após um princípio de tumulto nas dependências da unidade de saúde.
De acordo com informações, os profissionais relataram que a paciente, com aproximadamente oito semanas de gestação, deu entrada no hospital apresentando um quadro de hemorragia e aguardava atendimento e a realização de exames para avaliação da gravidez.
Durante o atendimento, familiares da gestante teriam passado a cobrar maior rapidez nos procedimentos médicos. Segundo os relatos, a sogra da paciente e o esposo dela teriam pressionado a equipe e afirmado que, caso algo mais grave acontecesse com a mulher ou com o bebê, “não ia ficar desse jeito”. A declaração foi interpretada pelos médicos como uma ameaça.
Ainda conforme a ocorrência, os profissionais afirmaram que a situação prejudicou o andamento do atendimento e manifestaram interesse em representar criminalmente contra os envolvidos pelos crimes de ameaça e perturbação do trabalho.
A sogra da gestante foi ouvida pela Polícia Militar e negou ter feito ameaças, afirmando que apenas buscava informações mais claras sobre o estado de saúde da nora e o atendimento prestado. O marido da paciente, apontado pelos médicos como um dos envolvidos, já havia deixado o hospital antes da chegada da guarnição e não foi localizado no momento da ocorrência.
A Polícia Militar registrou o caso e adotou as medidas legais cabíveis. Os depoimentos dos envolvidos foram gravados em vídeo e anexados ao procedimento policial, que será encaminhado para apuração pela Justiça.
